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A gente pode aprende a gostar pelo conteúdo, não pela imagem

Ronaldo Magella 18/01/2012

            Não dá pra gostar daquilo que não se conhece, por isso gostar vem de gosto, de sentir o sabor, de saber como é e como seja, o que de fato acontece. Isso acontece muito com as pessoas que pensam algo de alguém e quando conhecem descobrem que éramos algo totalmente diferente.

            Como disse Hegel, a prova do pudim é comê-lo. Num mundo de aparência, de imagens e símbolos que vivemos, quando o ver é mais importante do que o sentir, o conhecer, nós nos apegamos e nos apaixonamos pelas imagens em detrimento dos conteúdos. Podemos perceber isso pelas Redes Sociais Digitais, Twitter, Facebook, Orkut, Fotologs, Blogs, em geral, todos permeados por imagens, fotos, sons, embriagando os nossos sentidos.

            Como diz o título, a gente aprende a gostar pelo conteúdo, não pela imagem. A imagem nos serve para aproximar, chamar a nossa atenção, mas não nos prende por inteiro, por completo até o fim. A gente pode até se apaixonar pela beleza de alguém, mas irá conviver com o ego, com a persona, com a personalidade, com os gostos, medos, qualidades e defeitos da pessoa, a imagem será apenas um detalhe ao nosso sabor.

            Isso é tão certo que nós comemos com os olhos. Qualquer restaurante terá imagens lindas dos seus pratos, qualquer lanchonete faz isso, nos faz comer com os olhos, mesmo que depois de provado, o sabor tenha ficado aquém da imagem. Muitas vezes uma imagem nos convence, mas o sabor nos desagrada.

            Particularmente não acredito em demônio, no Diabo, mas outro dia vi um filme, não muito bom, mas interessante, chamado O Diabo no banco dos réus, em que um advogado resolve processar e condenar satanás pela maldade do mundo, pois bem. Como disse, o filme é tosco, mas uma frase me chamou a atenção.

            No filme quando o Diabo se põe a falar, em determinado momento ele diz, quem criou o barulho fui, Deus está no silêncio, eu criei o barulho, a histeria, o alarme, o caos. Claro, a frase num foi bem assim, está dito com as minhas palavras, num discurso indireto, mas o que ele quis dizer, a mensagem que o filme quis passar foi que, é impossível o conhecimento sem o silêncio, o detalhe sem a reflexão, sem a pausa, sem o momento introspeção, Deus está na bonança, calmaria.

            Enfim, é necessário conhecer os detalhes no silêncio, na intimidade, no olho por olho, no cara a cara. Todos nós já passamos por alguma coisa assim, semelhante, alguém nos conhece e diz, pensei que você fosse mais chato, mas hoje percebo que não. A pessoa nos julgou pela aparência e não pelo conteúdo, no primeiro contato que manteve conosco, desfez a toda a ideia que tinha a nosso respeito.

            Em sua filosofia Platão nos diz que vivemos um mundo de engodos, mentiras e ilusões, os nossos sentidos nos pregam peças, o olhar, o som, a realidade seria outra, o mundo das ideias, não o mundo dos sentidos. É mais importante a ideia de alguém do que a sua imagem, a aparência, beleza. 



Escrito por Ronaldo Magella às 10h53
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A falsa ilusão social que vivemos

Ronaldo Magella 16/01/2012

Cada macaco no seu galho ou cada um no seu quadrado, como preferirem, o fato é, somos uma sociedade mesquinha, individualista, mentirosa, falsa, arrogante, orgulhosa e egoísta, ninguém está mesmo preocupado com você, mesmo com todo esse discurso vazio de solidariedade, mas não se preocupem, eles irão te procurar quando precisarem de você e o pior, irão sorrir.

Isso não é uma filosofia ou uma teoria, é uma realidade. A experiência vem me mostrando isso, esse funcionamento das relações sociais ditas sinceras. As pessoas que “cortam” você em sua ausência, te defenestram, mas ao precisarem, te procuram, sorriem e dizem obrigado, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.

Fingimos, eis a nossa maior realidade, fingimos, mentimos, dentro de algo pacificamente estabelecido e acordado, pois todos somos assim, vivemos assim. ser sincero, verdadeiro e honesto nesse mundo soa como falta de educação, é preciso ser o que não somos. Veja como os ateus são tratados.

Tente ser sincero e dizer o que pensa, acha, sente, eles, o povo, o mundo, a sociedade, irá te rotular de louco, doido, estranho, ninguém pode ser o que é, preciso ser o que não somos para sermos aceitos, eis uma verdade social.

Ninguém vive realmente a sua religião, mas não suporta que ninguém não acredite em Deus, todo mundo erra, mas fala dos erros alheios, todo mundo tem a sua sombra individual, mas apontar o defeito do outro nos dá uma sensação de poder, como se nós fôssemos melhores do que outro que ali está agora cometendo o seu deslize natural, algo que nós, na nossa ingenuidade, pensamos que nunca irá nos ocorrer.

Jura-se e fala-se abertamente que beleza pouco importa, que dinheiro num é tudo, não trás felicidade, que Deus tudo basta, mas vivemos incessantemente pela ditadura do belo e da beleza, corremos como loucos por dinheiro, chegamos até a matar, e trocamos Deus por qualquer festinha de beira de esquina.

Simples, conta quantas vezes você se olhou no espelho hoje, quanto tempo demorou e lembra quantas vezes você orou a Deus? Tenta lembrar quantas vezes você pensou em ganhar dinheiro hoje, em pagar contas, gastar mesmos, e quantas vezes você pensou em Deus, e por fim, quantas vezes na vida você não quis alguém por achar a pessoa feia, pobre, fora do seu padrão social, isso claro, sem nunca nem trocar suas palavras com a pessoas, apenas de olhar?

Como disse, isso num é uma teoria ou filosofia, é uma realidade.  



Escrito por Ronaldo Magella às 16h29
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